Curiosidades da China


Com quase 3.000 km de extensão, a Muralha da China, única obra feita pelo homem que pode ser vista do espaço, começou a ser construída em 200 A.C. e completa atualmente 2200 anos de vida. Sua construção envolveu mais de um milhão de pessoas, muitas das quais morreram ali mesmo.
Sua imponência começa pelo aspecto visual e termina na prática, pois em alguns trechos de suas descomunais escadarias, o visitante só consegue subir os degraus de quatro, com as mãos no chão.


Dentro da China existem várias nações. Algumas inteiras, como é o caso do Tibete e algumas minorias (mongóis, turcos, cazaques, tibetanos, etc.). São por volta de 55 grupos diferentes, ou seja, 60 milhões de chineses não são tão chineses assim - 60 milhões! Mais do que uma França ou duas Argentinas! Na China até as minorias são exageradas.


Imaginar que um país tão grande assim (o terceiro maior do mundo só atrás da Rússia e do Canadá) tenha a mesma geografia de norte a sul é o mesmo que generalizar que no Brasil só existe selva. É um erro grosseiro. Tanto das curiosas formações rochosas de Guilin, no oeste do país, quanto da maior de todas as montanhas - o Monte Evereste - a China tem várias faces em sua geografia.


Cobras, ervas, ratos, morcegos. Tudo cura na milenar medicina chinesa. Lagartos ressecados por exemplo, são bons para tosse comprida, pedra nos rins e até mesmo impotência.


Por ser o BOI o animal que mais ajuda na lavoura, puxando o arado e a carroça, a maioria do povo chinês considera pecado comer sua carne.


Tipos de Chás da China


Lapsang Soushong- Um chá para os conhecedores, de folha grande, com um aroma “fumado”, muito característico. Exclusivo da China.

Jasmim- servido tradicionalmente com ou após as refeições, especialmente Dim-Sum. Chá exótico, verde, perfumado com flores de jasmim.

Oolong- Chá semifermentado, de folha grande, com menos cafeína do que o chá preto. Delicado e com aroma de pêssego.

Gumpowder- Nome estranho que deriva da forma como as folhas são enroladas formando bolinhas (pérolas). Chá verde tradicional, pálido, contendo menos cafeína do que qualquer outro chá. É o chá verde mais forte que se usa na Europa.

Keemun- Chá preto tradicional, óptimo para servir durante a refeição.

Yunnan- Chá de cor clara e brilhante. Sabor delicado.

Rose Pouchong- Chá delicado, perfumado com pétalas de rosa.

China Caravan- Um lote feito de chás Keemun. O nome deriva do facto de que costumava ser transportado por camelos ao longo da “Rota das Caravanas” vindas da China.

Russian Caravan- Uma excelente mistura de chás Oolong da China e Formosa. Óptimo para tomar à tarde ou à noite.

Chás da Índia e do Sri Lanka
Assam- Chá com o seu próprio símbolo, proveniente da província indiana do mesmo nome. Chá forte, de cor viva e aroma maltado, muito apreciado.

Darjeeling- Chá indiano, cultivado a uns 2 mil metros de altitude no sopé dos Himalaias, muito apreciado pelo seu sabor delicado, agradável a qualquer hora.

Nilgiri- Chá indiano, com o seu próprio símbolo, tal como os anteriores. Cultivado nas montanhas azuis do Sul da Índia. Sabor forte e perfumado.

Ceylon- Os chás do Ceilão, cultivados nas regiões altas do país, são utilizados principalmente para lotes. O melhor chama-se Dimbula. Todos são excelentes, leves e de bom sabor.

Chás japoneses:
Sencha- O mais popular no Japão.

Gyokuro- O chá mais fino, colhido à mão, à sombra. Líquido verde. Rico em aminoácidos e clorofila.

Bancha- Qualidade mais inferior.

Hojicha- Onbtém-se torrando dois chás de qualidade inferior, o Boncha e o Sencha .

Matcha- Chá preferido para a cerimónia do chá. Trata-se de Tencha, feito em pó.
Fonte: O Livro do Chá da História, do Ritual e a Prática


Origem e História dos Suínos


Os suínos são os únicos artiodáctilo monogástrico vivendo em domesticidade. Pertencem ao gênero "sus", aparecido no velho mundo na época quaternária. A América não possuía nenhum representante desse grupo.

Os suínos foram domesticados primeiramente na China em tempos de neolítico por volta de 4900 a.C. Todas as raças conhecidas de porcos podem ser filiadas a dois grandes grupos específicos:

"Sus scrofa" – que são descendentes do javali europeu;
"Sus vittatus" – tipos selvagens de porcos originários da Índia.
Na América não existia suínos antes da chegada do homem. Quem primeiro trouxe esses animais foi Cristóvão Colombo em 1493 na sua segunda viagem. Segundo historiadores, só desembarcaram oito cabeças, que vieram para São Domingos e daí expandiram-se para Colômbia, Venezuela, Peru e Equador.

Os primeiros suínos chegados ao Brasil vieram com Martim Afonso de Souza em 1532, estabelecendo-se em São Vicente, no litoral paulista. Pertenciam às raças da Península Ibérica existentes em Portugal. Muitos escaparam-se e embrenharam-se pelas matas formando grupos independentes. Foi a partir do início deste século que o Brasil recebeu os efeitos melhoradores dos países de Zootecnia mais avançada, aqui aportando exemplares das raças Berkshire, Tamworth, Large Black Yorkshire, todas inglesas. Posteriormente vieram reprodutores Poland-China e Duroc e só nas décadas de 30 e 40 chegaram espécies Wessex e Hampshire e na de 50 a Landrace.

Mais de 10 mil pratos, cerca de 20 cozinhas regionais diferentes. A variedade de ingredientes e modos de confecção dos pratos fazem da cozinha chinesa uma das mais ricas do mundo. É próprio da cozinha chinesa manter o sabor dos ingredientes. O cuidado na combinação de sabores e no equilíbrio dos ingredientes são outras características.

Diferentes formas de corte também são comuns na culinária chinesa: cortar os alimentos em pequenos pedaços, por exemplo, facilita o uso dos tradicionais palitos.

Temperatura
A temperatura de cozimento é fundamental para manter as propriedades das vitaminas e proteínas dos alimentos. Pratos, como o camarão à moda de Xangai, requerem altas temperaturas e podem ficar apenas 15 segundos no fogo; outros, preparados com chamas mais brandas, chegam a cozinhar até 48 horas.

Um bom prato chinês obedece a quatro "mandamentos": tem cor, perfume,
paladar e apresentação esmerada. No receituário da culinária chinesa, contabilizam-se mais de 3 mil anos. Muitos têm sua história: onde, por quem e como foram criados.

Quatro tipos de cozinha
Aves, carne de porco, peixe, camarão, verduras e legumes são ingredientes da cozinha chinesa. Seus temperos básicos são molho de soja, pimenta-do-reino, lau-jiu (saquê chinês), molho de ostras, molho de feijão-preto, Aji-no-moto, açúcar e óleo de gergelim.

As diferentes cozinhas da China podem ser divididas em 4 grupos:
Pequim (Beijing) representa o Norte,
Cantão (Guangdong), o Sul,
Sichuan (Szenchwan), o Oeste e
Xangai (Shangai), o Leste

Em Cantão (sul de China), animais de criação como cachorro, gato, cobra e macaco vão para o prato. Como a culinária é arte sem fronteiras, há influências de outras cozinhas na China: tomate, batata, salsão, cenoura, curry, estrela-de-cheiro são ingredientes que chegaram do Ocidente. Para a Itália, a China levou o macarrão.

História dos pratos populares chineses

Bolinho de arroz recheado: há 2.200 anos, quando invasores chegaram à China e o pai do poeta Qu Yuan suicidou-se, Qu Yuan se jogou no rio. Para que o dragão não o ferisse, o povo fez bolinhos de arroz e jogou no rio. Por isso, todo mês de maio, os chineses fazem esta comida em memória de Qu.
Tofu recheado: Zhu Yuanzhang, o fundador da dinastia Ming (uma das mais estáveis e autocráticas dinastias chinesas), passava fome quando jovem. Bateu à porta de uma senhora para pedir comida. A senhora serviu-lhe sobras de tofu, recheou com carne e acrescentou verduras cozidas. O prato saboroso ficou na memória do jovem. Ao tornar-se imperador, ordenou que a iguaria constasse do cardápio real.
Camarão-trovão: é um camarão com molho de tomate pouco apimentado. Quando jogado em cima do biscoito de arroz para ser servido, reproduz o som de trovão e chuva. É o único prato que "canta". Na 2ª Guerra Mundial, a primeira-dama da China, Shong Meilin, fez um banquete para os aliados. Serviu este prato, e o general americano gostou muito. Ao perguntar o nome, Shong Meilin respondeu: "Bomba de Tóquio".
Camarão à moda de Xangai: é um camarão cinza (de 8 a 10 cm) sem casca, temperado com sal, pimenta-do-reino e maisena. Depois de frito e escorrido, é refogado rapidamente em fogo alto, com saquê chinês e cebolinha verde.